RELATOS DE EXPERIÊNCIA

 

Confira aqui a programação dos Grupos Gestores para Relatos de Experiência!

 

Caso queria ver as temáticas que serão abordadas nos Grupos de Trabalho, veja a listagem completa dos grupos logo abaixo, nessa mesma página. O edital original pode ser visto aqui.

 

 

GRUPOS GESTORES PARA RELATOS DE EXPERIÊNCIA

1. Manejo de Agroecossistemas e práticas produtivas sustentáveis

Coordenação:

  • Claudia Petry – Universidade de Passo Fundo; Associação Brasileira de Agroecologia (Brasil)
  • Isabel Cristina Lourenço da Silva – Universidade de Passo Fundo; Associação Brasileira de Agroecologia (Brasil)
  • Tatiana A. Balem – Instituto Federal Farroupilha, Campus Júlio de Castilhos (Brasil)

 

O eixo abrange relatos de ações, atividades, metodologias, proposições de insumos e técnicas de produção em agricultura sustentável, visando uma alimentação saudável.  As experiências relatadas devem proporcionar novas informações ao atual campo do conhecimento das técnicas e manejos permitidos atualmente dentro da legislação da produção orgânica nacional e internacional. Essas respostas devem se diferenciar por trazerem à tona experiências locais, em diferentes situações e com diferentes atores, demonstrando os ganhos e o empoderamento dos sujeitos pelo novo saber fazer. Os relatos devem buscar valorizar todas essas nuances das experiências locais, inclusive formas colaborativas de construção e de compartilhamento desses conhecimentos. O relato de metodologias dentro do manejo de um agroecossistema deve ser detalhado de tal forma a permitir a replicabilidade destas em outras situações e por outros atores, valorizando a possibilidade de adaptações.  Sobre a geração de insumos apropriados para a produção sustentável, pede-se uma descrição mínima destes produtos e efeitos observados nas plantas ou nos agroecossistemas. Espera-se que as explicações sobre os insumos permitam identificar sua gênese (tipo e origem do recurso natural, extrativismo ou produção, efeitos benéficos nas plantas e/ou animais e no agroecossistema) indicando sua rastreabilidade no circuito (efeito residual longo). Mais do que fazer a apologia de um produto gerado, espera-se que os autores do relato encantem os leitores, lhes dando argumentos para reconhecer os efeitos destes insumos para também usufruir desse novo saber em suas produções. Informações sobre a viabilidade econômica destes insumos e técnicas serão bem acolhidos.

 

 

2. Articulando conexões entre a produção e o consumo

Coordenação:

  • Manuela Maluf Santos – Centro de Estudos em Sustentabilidade da fundação Getulio Vargas  (Brasil)
  • Teresa Corção – Instituto Maniva (Brasil)
  • Juliana Dias – Instituto Maniva (Brasil)
  • Maria Clara – Instituto Maniva (Brasil)
  • Gabriella Pieroni – Associação Slow Food Brasil
  • Marina Viana – Associação Slow Food Brasil

O eixo abrigará experiências significativas ou exemplares que valorizem locais públicos de consumo e que fortaleçam a relação campo-cidade. Para a seleção dos casos serão observados aspectos como: promoção da segurança alimentar, conservação ambiental e comércio justo. Nesse sentido, exemplos de iniciativas a serem selecionadas para se apresentar são: restaurantes que promovem a compra direta de agricultores, grupos de consumo que criam novas formas de relação entre produtor e consumidor, iniciativas de feiras livres, ações educativas em escolas, etc. A composição do grupo de experiências selecionadas levará em consideração (i) seu caráter comparativo, ou seja, que seja possível traçar paralelos entre elas, com o objetivo de promover diálogo e aprendizado mútuo; (ii) sua conexão com políticas públicas, tais como as políticas de segurança alimentar e nutricional e o Guia Alimentar para a População Brasileira; e (iii) sua relação com temas como biodiversidade, cultura local, povos tradicionais e desenvolvimento territorial.

 

 

3. Comunidades Tradicionais e alimentos da sociobiodiversidade

Coordenação:

  • Andressa Ramos Teixeira – Cadeia Produtiva Solidária das Frutas Nativas (Brasil)
  • Ana Lúcia Oliveira – Cadeia Produtiva Solidária das Frutas Nativas (Brasil)
  • Gustavo Martins – Associação Ação Nascente Maquiné (Brasil)
  • Letícia Casarotto Troian – Associação Ação Nascente Maquiné (Brasil)
  • Fernanda Rockett – Biodiversidade para Alimentação e Nutrição (Brasil)

 

O eixo destina-se a trocas de experiências relacionadas a povos e comunidades tradicionais, as quais expressem o protagonismo, a organização, as lutas e o controle social destas populações a partir de vivências, projetos, práticas e atividades envolvendo a questão alimentar vinculada a sociobiodiversidade e aos territórios. As temáticas acolhidas dentro deste eixo agregam experiências que contemplem os hábitos alimentares formados na relação com a biodiversidade local, envolvendo assim a constituição e o resgate da cultura alimentar e sua relação com soberania e segurança alimentar. Outras experiências a serem apresentadas no eixo remetem a práticas e estratégias de uso da biodiversidade e manejo dos ecossistemas pelos povos e comunidades tradicionais.  A compreensão dessa relação socioambiental, sob o ponto de vista da alimentação, também contempla temas como a proteção do patrimônio genético, os sistemas de produção agrobiodiversos, o manejo sustentável dos ecossistemas pelo uso da biodiversidade e autonomia de acesso e uso dos territórios.

4. Fortalecimento da segurança alimentar e nutricional

Coordenação:

  • Renato S. Maluf – Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional; Centro de Referência em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional; Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade; Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (Brasil)
  • Eloysa Nezello Mosimann – Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional; Universidade do Vale do Itajaí (Brasil)
  • Viviane Camejo Pereira – Observatório Socioambiental em Segurança Alimentar e Nutricional; Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil)

 

O eixo abrigará experiências significativas ou exemplares de promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional de indivíduos, famílias ou grupos sociais, tanto em termos organizativos quanto de ações práticas. No primeiro aspecto, os relatos podem se referir a formas de organização dos agricultores (cooperativas, associações e outras), movimentos sociais, formação de mercados alternativos com cadeias curtas, grupos de consumidores, grupos de agricultura urbana, grupos de economia solidária, coletivos de agroecologia e produção orgânica, associações de guardiões de sementes crioulas, organização da gestão pública para implementação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e dos planos municipais de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) participativos, projetos de pesquisa e extensão universitária, etc. No que se refere ao desenvolvimento de práticas que favoreçam a obtenção, qualidade e disponibilidade de alimentos, serão considerados relatos de iniciativas de manejo agroecológico, experiências relacionadas ao resgate de receitas e alimentação tradicional, equipamentos em SAN, experiências de educação alimentar e nutricional para a promoção da alimentação saudável e adequada e do direito humano à alimentação adequada, iniciativas solidárias envolvendo o fornecimento de alimentos para grupos vulneráveis da sociedade, experiências de capacitação para produção de alimentos seguros do ponto de vista higiênico e sanitário, experiências que envolvam feiras orgânicas e agroecológicas, iniciativas que promovam a diminuição do desperdício e o aproveitamento integral dos alimentos, experiências que envolvam o resgate e cultivo de plantas alimentícias não convencionais, iniciativas de preservação da cultura alimentar quilombola, indígena e outras, experiências que fomentem o uso e a conservação da biodiversidade brasileira, iniciativas voltadas à diversificação da produção de alimentos de base familiar e camponesa, etc.

 

 

5. Iniciativas inovadoras para cidades sustentáveis

Coordenação:

  • Ednaldo Michellon – Centro de Referência em Agricultura Urbana e Periurbana; Universidade Estadual de Maringá – UEM (Brasil)
  • João Pedro Mariano dos Santos – Centro de Referência em Agricultura Urbana e Periurbana; Universidade Estadual de Maringá (Brasil)
  • Francisco Milanez – Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Brasil)
  • Melissa Luciana de Araújo –  Grupo de Estudos em Agricultura Urbana; Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil)

 

A mobilidade rural aos centros urbanos se intensificou a partir da chamada Revolução Verde, em meados da década de 1950. Assim, desde 2007 a população mundial passou a ter a maioria das pessoas morando nos centros urbanos, acentuando os desafios relacionados às desigualdades sociais, pobreza, insegurança alimentar e nutricional, mobilidade e violência, além de impactos na mudança do clima com a degradação ambiental provocada neste meio. O Banco Mundial observa que os países em desenvolvimento têm grandes quantidades de terra não utilizada, e que corre o risco de marginalizar um número crescente de pobres urbanos. As pessoas nessas áreas são mais dependentes da compra de alimentos, com menor acesso aos mesmos em comparação com as áreas rurais. Para melhorar esse cenário se faz necessário um desenvolvimento urbano sustentável, como diversas experiências exitosas nos mostram – hortas comunitárias, cooperativas de reciclagem, arquitetura verde, entre outras, baseadas nos princípios do uso social do solo com ênfase em práticas agroecológicas.

Neste contexto, o objetivo do eixo é reunir relatos de experiências em centros urbanos e periurbanos que contribuem para a sustentabilidade dos mesmos, possibilitando melhor qualidade de vida para esta e para as próximas gerações. Em particular, experiências sobre: a) produção de alimentos; b) reciclagem, reutilização e destinação de resíduos; c) revitalização e ocupação de espaços; d) educação ambiental; e) recuperação e preservação ambiental; f) produção de energia limpa; g) mobilidade urbana; e h) consumo e comercialização com base na economia solidária.

 

 

6. Extensão rural: produção e práticas alimentares sustentáveis para a melhoria da qualidade de vida e geração de renda

Coordenação:

  • Gervásio Paulus – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul  (Brasil)
  • Fernanda da Silva – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul  (Brasil)
  • Francisco Emilio Manteze – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul  (Brasil)
  • Mariana Soares – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul  (Brasil)
  • Luís Bohn – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul  (Brasil)
  • Célio Colle – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Brasil)
  • Córdula Eckert – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Brasil)

 

O direito humano a alimentação adequada e saudável é direito de todo ser humano. Práticas alimentares saudáveis devem fazer parte de uma dinâmica social e de vida de todas as pessoas. Isso perpassa por diversos fatores, desde a produção até o consumo, envolvendo dinâmicas específicas das diversas comunidades, assim como as questões de gênero, raça e etnia. Objetiva-se com esse eixo agregar experiências que trazem para discussão as relações da alimentação como parte promotora da qualidade de vida, através de práticas alimentares que promovem saúde, como a educação alimentar. Também, entender o alimento enquanto parte da geração de renda, seja da produção para o autoconsumo, contabilizando-o monetariamente, da comercialização in natura ou nos métodos de processamento artesanal, na utilização como matéria-prima na confecção de artesanato, ou utilizando-o como produção associada ao turismo, garantindo assim segurança e soberania alimentar.